Olá mais uma vez, leitores! Hoje eu vim com uma biografia que tenho certeza que vão amar, principalmente aqueles que amam tudo o que tem haver com o universo! Já falamos dessa pessoa aqui no blog várias vezes, que é o nosso querido e amado Stephen Hawking. Provavelmente alguns de vocês devem conhecê-lo, mas decidi falar um pouco ( muito ), sobre ele hoje.
Vou contar a história da sua vida, como tudo ocorreu e como tudo aconteceu. Para aqueles que não o conhecem, leiam este post com muita atenção, e só se tiver tempo.
Vamos lá!
Biografia: Stephen Hawking

Um dos homens que mudaram a concepção do Universo, o físico inglês Stephen Hawking, conta histórias da Física e de sua vida em seu segundo livro recém-lançado na Europa.
O sucesso de Uma breve história do tempo — seu primeiro livro, traduzido em trinta idiomas e com 5,5 milhões de exemplares vendidos desde o lançamento em abril de 1988 — levou Hawking a escrever História do tempo: um guia para o leitor (ainda não editado no Brasil). Nele, o físico fala de seu empenho em aprender, comunicar-se, viver, e ainda oferece informações adicionais para auxiliar os leitores a compreender melhor os conceitos expostos em Uma breve história do tempo e também no filme de mesmo nome, dirigido por Errol Morris. Astro principal da história, Hawking estranhou o roteiro quando as filmagens começaram. Segundo ele, havia pouca ciência e muita biografia, coisa que de cara tinha descartado. Mas, depois, o cineasta o convenceu de que tinha de ser assim, pois o filme imaginado pelo físico, mais ao estilo documentário, atrairia apenas um pequeno grupo de pessoas. Hawking acabou concordando, pois, em sua opinião, “Morris é um homem íntegro, coisa pouco freqüente no mundo do cinema”. O resultado será, com certeza, um novo best seller e um filme bem-sucedido. Reproduzimos a seguir alguns dos trechos mais surpreendentes desse guia para o leitor.
Sob o signo de Galileu
“Nasci em 8 de janeiro de 1942, exatamente 300 anos depois da morte de Galileu. Calculo, entretanto, que naquele mesmo dia nasceram outros 200 000 bebês e desconheço se algum se interessou posteriormente por Astronomia. Vim ao mundo em Oxford, embora meus pais vivessem em Londres. Era um bom lugar para nascer durante a guerra, graças ao acordo pelo qual os alemães tinham se comprometido a não bombardear Oxford nem Cambridge se os britânicos respeitassem Heidelberg e Göttingen (essas cidades eram e continuam a ser sede de quatro grandes e seculares universidades). Foi uma pena que esse tipo de pacto civilizado não se estendesse a outros lugares.
Meu pai era de Yorkshire, de uma família arruinada em princípios deste século e, mesmo assim, conseguiu enviá-lo a Oxford para estudar Medicina e ele logo se especializou em Medicina tropical. Minha mãe nasceu em Glasgow, Escócia, e, como meu pai, pertencia a uma família de poucos recursos. Apesar disso, ela também pôde ir para Oxford. Ao sair de lá, teve vários empregos, entre eles o de fiscal fazendária. Mas ela não gostava daquele mundo e o deixou para tornar-se secretária. Foi assim que conheceu meu pai, nos primeiros anos da guerra.
Eu era um menino bastante normal, lerdo para aprender a ler e muito interessado em como funcionavam as coisas. Na escola nunca estive entre os primeiros da classe (era um grupo muito brilhante). Quando eu tinha 12 anos, um amigo apostou com outro um saco de caramelos como eu não seria nada na vida. Não sei se a aposta foi paga ou, caso tenha sido, quem foi o ganhador.
Oxford apático
Meu pai queria que eu estudasse Medicina. Para mim, a Biologia era muito descritiva e não suficientemente fundamental. Eu preferia estudar Matemática e Física. De sua parte, meu pai achava que a Matemática não tinha outra saída que não fosse o ensino, e por isso me fez aprender Química e Física. Além do mais, ele pretendia que eu me matriculasse no mesmo centro que ele, a Universidade de Oxford. Mas lá não se ensinava Matemática naquele tempo. Quando chegou o momento, em 1959, ingressei na dita instituição para estudar Física, o que realmente me interessava.
A maioria de meus companheiros de universidade tinha feito o serviço militar e, portanto, eram maiores de idade. Durante o primeiro ano e parte do segundo me sentia muito sozinho. Até o terceiro ano não me senti à vontade. Na Oxford daquela época, a atitude predominante era o antitrabalho. Supunha-se que se deveria ser brilhante sem fazer nenhum esforço ou aceitar as próprias limitações e conseguir um título de quarta categoria. Esforçar-se para obter uma qualificação melhor era considerado coisa de medíocre, a pior palavra do vocabulário oxfordiano.
Naquele tempo, os cursos de Física de Oxford estavam enfocados de tal forma que era fácil evitar o trabalho. Tive de fazer um exame médico antes de entrar na universidade e não voltei a ser examinado outra vez até o final do curso, três anos depois. Segundo meus cálculos, devo ter estudado aproximadamente umas mil horas durante esse período, uma hora diária em média. Não tenho orgulho de ter trabalhado pouco, simplesmente descrevo minha atitude de então, compartilhada pela maior parte de meus colegas: apatia diante de tudo e a sensação de que nada valeria a pena se fosse necessário esforçar-se por alguma coisa.
Crônica de uma morte sonhada
Pouco depois de fazer 21 anos entrei no hospital para fazer uns exames. Extraíram uma amostra de tecido muscular do meu braço, me colocaram eletrodos e injetaram um líquido de contraste em minha coluna para observar, por meio de raios X, como ela subia e descia ao se inclinar a cama. O diagnóstico foi esclerose lateral amiotrófica, ou doença dos motoneurônios, como é conhecida na Inglaterra.
Ao saber que tinha uma doença incurável, que provavelmente me levaria à morte em poucos anos, sofri uma comoção. Como isso podia ter acontecido comigo? Naquela época, meus sonhos eram bastante perturbadores. Antes que diagnosticassem minha enfermidade cheguei a ficar aborrecido com a vida. Parecia nada valer a pena. Porém, pouco depois de sair do hospital sonhei que iam me executar. De repente, compreendi que se eu fosse indultado poderia fazer muitas coisas interessantes. Na raiz da minha doença cheguei à seguinte conclusão: quando temos de enfrentar a possibilidade de uma morte prematura, nos damos conta de quanto viver vale a pena.
O sentido da vida
Parecia-me não ter sentido continuar com minhas pesquisas, pois não esperava viver o suficiente para terminar o doutoramento. Com o passar do tempo, a indolência recuou. Comecei a entender a relatividade geral e a progredir em meus estudos. No entanto, o realmente decisivo foi meu compromisso com uma mulher chamada Jane Wilde. Ela me deu uma razão para viver e me fez entender que tinha de conseguir um trabalho se queríamos nos casar.
Meu pedido para fazer pesquisa em Cambridge foi aceito, embora tenha me decepcionado ao saber que meu orientador não seria Fred Hoyle e sim um desconhecido chamado Dennis Sciama (provavelmente, Hawking não o conhecia na época, mas ele é um dos maiores físicos do pós-guerra). Tanto um quanto outro acreditavam na teoria do estado estacionário, segundo a qual o Universo não teria princípio nem fim no tempo. No final, a mudança de orientador resultou muito gratificante. Hoyle viajava sem cessar ao exterior, e era provável que eu o visse muito pouco. Sciama, ao contrário, estava sempre à mão, e sua presença era estimulante, ainda que freqüentemente não compartilhasse de suas idéias. Assisti ao seminário no qual se anunciou a existência dos pulsares (estrelas que emitem pulsos regulares de rádio, e parecem uma mensagem cifrada, daí a piada de que seriam sinais de extraterrestres). A sala estava enfeitada com homenzinhos verdes de papel. Os primeiros quatro pulsares descobertos foram batizados de LGM I, II, III e IV. LGM é a sigla em inglês para Little green men, homenzinhos verdes.
No princípio foi a singularidade
As observações das galáxias remotas indicam que elas estão se distanciando de nós. O Universo está em expansão. Isto quer dizer que os astros tinham de estar mais juntos no passado. E aqui surge uma questão: houve um tempo em que todas as galáxias estiveram comprimidas num único ponto e a densidade do Cosmo era infinita? Ou houve uma fase prévia de contração na qual as galáxias evitaram se chocar? Talvez tenham passado umas ao lado das outras em grande velocidade e em seguida começado a se distanciar. Para responder a essa pergunta eram necessárias novas técnicas matemáticas. Estas, em sua maior parte, foram desenvolvidas entre 1965 e 1970 por Roger Penrose e por mim mesmo. Nós as utilizamos para demonstrar que se a teoria geral da relatividade estava certa, devia haver um estado de densidade infinita no passado. Esse fenômeno é conhecido como a singularidade do Big Bang e constituiria o princípio do Universo. Diante dele, todas as leis conhecidas da ciência viriam abaixo. Isso significaria que, se a relatividade geral está correta, nós cientistas não poderíamos deduzir como começou o Cosmo.







